23/11/16

Maria Eduarda: amor incondicional pelo Judô

Vou começar me apresentando: Meu nome é Maria Eduarda Tendero, sou atleta do Cachoeirinha Judô Clube, porém, represento a Kiai em campeonatos. Faço judô há 5 anos, sou faixa verde, quase roxa. Luto no sub 18 até 63kg.
Conheci o judô através de um amigo quando fui assistir ele em um campeonato em Venâncio Aires, a partir daquele dia eu não conseguia pensar em outra coisa, a não ser o judô. Eu queria muito praticar esse esporte, cheguei ao ponto de ficar incomodado minha mãe e meu pai, mas naquele mesmo ano minha mãe iria fazer uma cirurgia, então estávamos poupando o máxímo possível, já que ela estaria sem trabalhar. Mas claro que, como toda mãe, ela conseguiu dar o seu jeito, conversou com meu avô e então "tcharan" eu estava no judô. Foi alegria na certa, sempre esperando a hora do treino começar. (obrigado mãe, obrigado vô, AMO VOCÊS)
Comecei a me apaixonar no momento em que pisei um um shiaijo e veio aquela adrenalina, o medo, a ansiedade, a tremedeira, as borboletas no estômago e vi que era fantástico. (Hoje já estou mais controlada).
Meu primeiro campeonato foi um estadual que ocorreu em Porto Alegre. No início ninguém acreditava em mim, nem mesmo meu pai. Eu fui lá e fiz o meu melhor, impressionei a todos. Posso até ter perdido a segunda, mas eu ganhei a primeira. Tá ok, terceiro lugar no primeiro campeonato, estava bom, mas de qualquer jeito eu acabei chorando porque, poxa! eu queria o primeiro lugar. Meu pai, acima de todos, ficou orgulhoso de mim e começou a me incentivar mais (obrigada pai, te amo!). Dali em diante eu não queria outra coisa, se não fosse competir, estava determinada a ser uma boa atleta.
Infelizmente não tenho nenhum título importante, somente campeonatos dentro do estado, mas agora estou me esforçando mais, e junto com minha equipe estou me preparando a seletiva do campeonato brasileiro, que vai ser ano que vem, e espero ser motivo de orgulho e trazer esse título para minha equipe, minha família e minha academia!
Treino de segunda a sexta (judô e musculação), todos os dias sem exceção. Auxilio minha sensei Denise Dutra (a melhor sensei), a dar aula paras os pequenos. Talvez eu seja meio desajeitada na hora de ensinar eles, mas não posso negar que amo ver aqueles pequeninos fazendo os golpes e falando os nomes em japonês, não há nada mais gratificante do que ensinar quem não sabe!

No momento eu tenho dois patrocinadores: Um deles é o LIFESEG, que me auxilia em tudo que eu precisar. E o outro é a Cooperativa do Corpo, que me permite fazer musculação lá sem precisar pagar. Mas, sem dúvidas, o apoio mais importante que tenho é o da minha família, o da minha sensei e também o dos meus colegas de treino. Eles que vivem me incentivando e não me deixam desanimar, estão sempre lá quando eu preciso!




Posso dizer que esse esporte entrou na minha vida sem pedir licença, e eu espero conseguir ajudar e ensinar todos que estão ali, praticando essa arte marcial tão linda que é o judô.

- Maria Tendero é uma judoca apaixonada pelo esporte que pratica. Também foi a primeira atleta a participar do nosso blog.

Quer participar também? Mande um e-mail para convidadomaedeatleta@gmail.com e saiba como.

18/11/16

Perda rápida de peso no judô

O judô é uma modalidade esportiva de combate que possui como característica o confronto entre dois oponentes que buscam vencer o combate dentro de regras específicas. Com objetivo de equilibrar as lutas em termo de peso corporal, força e velocidade, os judocas são divididos em categorias de acordo com peso e idade.

Em decorrência de o judô ser um esporte dividido por categoria de peso, os atletas reduzem grande quantidade de peso próximo às competições com o intuito de enquadrar-se em categorias mais leves do que a correspondente do seu peso habitual. Em média os homens reduzem 4,5 kg e as mulheres 1,7 kg na semana pré-competição. Sem acompanhamento profissional, acabam utilizando por conta métodos agressivos e errôneos para de perda rápida de peso. Cortar alguns grupos alimentares e desidratar são estratégias realizadas pela maioria dos atletas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte os efeitos adversos da desidratação podem ocorrer mesmo que ela seja leve ou moderada, com até 2% de perda do peso corporal. A partir de 3% há redução significante no desempenho e aumenta o risco de um atleta de desenvolver doenças pelo calor como cãibras e exaustão. De 4 a 6% de desidratação pode ocorrer fadiga térmica e a partir de 6% existe risco de choque térmico, coma e até a levar a morte.

A desidratação prejudica o desempenho físico, permitindo limitações na manutenção efetiva da temperatura corporal, prejuízos como alterações no volume plasmático e sanguíneo, redução do volume sistólico, prejuízo na função endócrina, aumento do estresse fisiológico e psicológico, aumento da percepção subjetiva de esforço, alterações de alguns hormônios, interrupção temporária do crescimento e diminuição da atividade do sistema imunológico. Aspectos cognitivos também podem ser influenciados pelo grau de hidratação, com relatos de maior incidência de dores de cabeça e prejuízos na habilidade de se concentrar e se manter em alerta.

Os atletas que se submetem às dietas hipocalóricas apresentam aumento do estado de confusão, depressão, raiva, fadiga mental, tensão, sentimento de isolamento, com a diminuição do vigor e autoestima e vontade descontrolada de comer após a competição ou fora da temporada de luta.



Outra questão importante é o ciclo de ganhar e perder peso “weight-cycling”, que é o rápido ganho de peso após rápida redução. Alguns efeitos adversos: o corpo se torna cada vez mais eficiente na utilização e armazenamento de energia, diminui a taxa metabólica basal o que torna as próximas reduções cada vez mais difíceis e assim exigindo restrições energéticas ainda maiores, aumento da gordura corporal e aumenta chances de problemas cardíacos.
A alimentação de um atleta é diferenciada em função do seu gasto energético relevantemente elevado e da necessidade de nutrientes que variam conforme sua rotina de treinamentos e calendário de competições.  O acompanhamento com a nutricionista é individualizado e personalizado de acordo com o objetivo de cada atleta.

Já é comprovado que a perda rápida de peso traz prejuízo a curto e longo prazo para saúde e desempenho físico dos atletas. O papel da nutricionista esportiva é avaliar o atleta e auxiliar na perda de peso adequada, visando preservar a massa magra e diminuir o percentual de gordura.



Natália Guerra Bordignon
Ex-atleta profissional de Judô
Nutricionista CRN2 13455
Especializada em Fisiologia do Exercício 

14/07/16

Mãe de Atleta e Atleta

Tudo começou há uns meses atrás, com a vontade e ideia de introduzir a prática do esporte para a minha filha Anna Isabelle Andrade, de 11 anos, por recomendação da psicopedagoga dela que me orientou a mostrá-la outras atividades. 
A princípio pensei no judô e fui buscar informações básicas

16/06/16

A história de um atleta olímpico (parte 1)

Olá!
Meu nome é Lourdes e sou mãe do atleta Olímpico Felipe Kitadai. Quero compartilhar a alegria de tê-lo nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.  

Há 11 anos, meu filho saiu de casa, foi morar no Projeto Futuro em São Paulo, com o sonho de se tornar um Atleta Olímpico, tinha como meta as Olimpíadas da China. Quase chegou lá, assim como aconteceu com o jovem Eric Katabatake, ele estava melhor ranqueado, porém o judoca Denilson Lourenço, tinha mais experiência, Felipe ficou no Japão como sparring, foi uma experiência incrível, e um orgulho inenarrável pra essa mãe.

20/05/16

Uma mensagem para mães e pais de atletas

Um dos meus amigos perguntou " Porque você paga tanto dinheiro com aulas, campeonatos e passa tanto tempo a correr para teu filho praticar judô?"  Bem, eu tenho uma confissão a fazer: Eu não pago para meu filho ter aulas de judô, basquete, vôlei ou beisebol. E, sim, pago por centenas de fatos.

Então, se não pago para ele treinar, o que estou pagando?

08/05/16

FELIZ DIA DAS MÃES!!

No geral, as mães são seres iluminados e “dotados de super poderes” pois conciliam o trabalho, a casa, ajudam nos temas, dão bronca, vão a reuniões, dão carinho..... E aqui, falo em mãe no sentido amplo da palavra, ou seja, muitos pais se encaixam neste perfil, por necessidade ou opção, e desempenham com excelência o papel de MÃE.

Pois agora, depois que passei a conviver mais intensamente no meio esportivo competitivo, descobri que as mães ainda conseguem ser mais, fazer mais, ...

13/11/15

Socorro, minha bebê cresceu!

Em julho, a Laura venceu o CERGS - Campeonato Estudantil do Rio Grande do Sul, e garantiu a vaga na Seleção Gaúcha para disputar a etapa 15 a 17 anos dos Jogos Escolares da Juventude, em Londrina, na categoria até 57 quilos.

Por questões financeiras e compromissos de trabalho, pela primeira vez não pude acompanhá-la em uma competição importante e de nível nacional. 
Embora no ano passado, quando ela também representou o estado nos Jogos,  já tivesse viajado sozinha com a delegação, na hora da competição eu estava lá, para torcer, comemorar ou apoiar... o que fosse preciso.  Só que, desta vez, não foi possível.

02/07/15

O perigo da supervalorização

Quem de nós não vibra e fica contente a cada conquista do seu filho? Quando as vitórias começam a se repetir, ainda que na intenção de estimular a "carreira esportiva" dos nossos pequenos atletas é que, muitas vezes, cometemos erros.
Os pais podem (e devem) valorizar o seu filho, visando aumentar a sua autoestima. Mas quando há exageros, ao invés de ajudar, acabamos por atrapalhar o desenvolvimento da criança ou adolescente.

É preciso esclarecer: supervalorização nada tem a ver com apoiar, guiar ou motivar. Supervalorizar é

24/05/15

O ESPORTE COMO ALIADO


A minha vida não foi diferente da maioria das outras mães. Vivemos uma gestação por nove meses, criamos expectativas e fazemos planos para aquela criança que nos chamará de mãe. Após aquele período de licença maternidade somos obrigadas a deixá-los sob os cuidados de alguém e voltar ao trabalho. As despesas aumentam muito com um filho e aí trabalhamos cada vez mais para supri-las e com isso a convivência com nossos filhos vai se tornando cada vez menor, mas o importante é que ela tenha qualidade.

20/05/15

Felipe Ho Foganholo : O Menino Prodígio da Escalada

Com apenas 16 anos, meu filho, Felipe Ho Foganholo, já acumula 10 anos de escalada. 
O gosto pelo esporte teve início na escola. 
Um belo dia, fomos a uma academia perto de casa e lá descobriram o seu talento. Ganhou a bolsa escalada e, assim, nasceu o nosso pequeno Tri-Campeão Brasileiro de Escalada. 

13/05/15

Um Dia das Mães diferente

Você, mãe ou pai de atleta, já pensou em enfrentar seu próprio filho em uma disputa? E mais, numa competição oficial do esporte que ele pratica? Pois eu sim.

Que eu, de vez em quando, me arrisco em treinos no tatame, já contei pra vocês aqui (quem não viu ou não lembra, é só clicar). Porém nunca havia participado de uma competição.

10/05/15

Uma pequena homenagem no Dia das Mães

Dizer que a minha mãe, a Dona Vera, foi importante na minha vida é muito pouco para mensurar o valor dela para mim e a para minha família. No judô, então, nem se fala.

23/04/15

O judô como ferramenta educacional

O judô faz parte de minha vida há 40 anos, e durante esse tempo fui testemunha dos benefícios deste esporte aos seus praticantes.
Foi com grande satisfação que recebi a notícia de que iria coordenar o programa “Mais Educação” e que uma das atividades propostas seria o judô. Já nas primeiras aulas, percebi que alguns dos alunos gostavam muito de judô e queriam praticá-lo como esporte.

16/04/15

Difíceis decisões, Grandes desafios

Então o ano de 2014 não foi nada daquilo que imaginávamos no término de 2013.
Só agora, depois de 4 meses que se iniciou o ano, que paro para pensar como tem sido complicado os últimos 5 anos das nossas vidas no Judô.
Há 5 anos atrás, era só pra praticar um esporte, pra  não ficar com tempo ocioso, não sair para rua, ter amizades decentes, nada de competir, Pelo menos era o que eu imaginava.

16/01/15

Sobre derrotas, desculpas e lesões

Quem não gosta de comemorar a vitória de um filho no esporte? Por mais que tenhamos a consciência de que o essencial não é o resultado, sempre ficamos felizes e fazemos questão de tornar pública a conquista. É muito comum, em finais de semana de competição, que minha linha do tempo no Facebook seja tomada por fotos de pódios, em sua maioria, publicada pela mãe ou pai de algum judoca. Eu própria faço isso.

06/01/15

Quanto custa manter o filho no esporte


          Hoje resolvi escrever sobre um tema pouco desenvolvido aqui no blog, imagino que nenhuma mãe tenha tocado nesse ponto ainda porque fica parecendo cobrança ou até arrependimento, mas não é nada disso. O meu tema hoje é o quanto custa manter o filho, ou no meu caso os filhos, no esporte. Seja lá qual for o esporte, é necessário o investimento dos pais, isso é certo. Não existe dúvida de que vale a pena tal investimento, esporte é acima de qualquer coisa, saúde. Junto com a saúde vem: as boas companhias, cabeça ( dos filhos ) ocupada, disciplina, persistência, aprendizado que ás vezes se ganha, ás vezes se perde, experiência de vida, sem falar nas amizades que provavelmente serão pra vida toda e um monte de outras coisas. 

21/12/14

Despedindo de 2014, pensando em 2015

É, o ano de 2014 está mesmo acabando.....E como uma boa mãe de atleta que sou, a partir do momento que vi o calendário da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) e nele estavam as datas e locais do Brasileiro Regional V e do Brasileiro Sub13, minha cabeça já se encheu de planos para 2015. Nesse momento, muita mães (incluindo eu), já comemoraram o local destas competições nacionais, como se nossos filhos já estivem classificados nas seletivas que ainda nem sabemos a data. É, isso é ser mãe 100 % envolvida. Sabemos da necessidade de descansar, tanto nós quanto nossos filhos: da rotina dos treinos, da viagens para competições, etc. Mas  tudo isso se faz com amor e do amor não se tira férias.

15/12/14

Seletiva Nacional: uma grande experiência

Há alguns dias, estivemos na Bahia para a Seletiva Nacional de Base da Confederação Brasileira de Judô. Apesar de a Laura não ter conseguido a classificação, a experiência foi inesquecível e, com certeza, contribuirá muito para o crescimento e desenvolvimento dela nas próximas etapas da vida (tanto pessoal quanto esportiva).

07/11/14

Projeto Social Judô Nova União Cajazeiras

O esporte tem sido um meio de manter as crianças longe das ruas, das drogas e da criminalidade. O esporte é saúde, faz viver bem e viver mais, além de tornar as pessoas mais produtivas e bem dispostas, previne doenças do corpo e da mente.

01/11/14

A importância do acompanhamento nutricional

Em esportes divididos em categorias de peso, como o judô, é frequente a pressão sofrida por alguns atletas nas vésperas de competições. 
O que vemos é uma cruel sequência de práticas errôneas: restrição alimentar, perda de líquidos corporais com realização de exercícios em um ambiente quente ou vestindo uma quantidade excessiva de roupas, utilização de sacos plásticos amarrados ao corpo (para suar), e até uso de laxativos ou diuréticos.

31/10/14

O judô escolheu a Maria Eduarda

Tudo aconteceu muito rápido, por incentivo do pai, a Maria Eduarda quis conhecer o "tal" do judô. Eu meio receosa não sabia ao certo se aquele esporte era o ideal para ela, mas como ela mostrou muito interesse, concordei.

Fomos assistir a um treino para conhecer, chegando na entrada do dojo ( agora sei o nome) fiquei em pânico, apavorada,  era um mar de gente, treinando, assistindo, e eu perdida sem saber o que fazer, chamei o professor para ter mais informações, e veio o Sensei Daniel, disse que a minha filha tinha interesse em fazer judô, Daniel muito gentil apertou seu bracinho e disse : "é bem fortinha, leva jeito!".Pronto foi o empurrão que ela precisava.

16/10/14

TORCER PELO ESPORTE TORCER PELO BRASIL


Hoje quero dividir com vocês mais uma experiência que tive na condição de Mãe de Atleta.

Como vocês já sabem, sou integrante deste blog, criado pela Carol Szarko, há um ano atrás.

O blog reúne histórias relacionadas ao esporte, dos mais variados temas e é escrito pelas mães integrantes e por qualquer outra pessoa que tenha interesse (neste caso, na condição de convidado).

Pois bem, no início de julho entrou em contato com a Carol a pessoa responsável pelo Portal Torcer pelo Esporte Torcer pelo Brasil, interessado em fazer uma matéria sobre o nosso blog, mas para dar a entrevista, a pessoa teria que estar em São Paulo.

Financiamento coletivo: já pensou nessa possibilidade?

O tempo realmente passou rápido. Parece que foi ontem que matriculei a Laura na escolinha de judô da Sogipa... e lá se vão quatro anos.
2014, particularmente, mal iniciou e já está prestes a terminar: Carnaval, Copa do Mundo, Eleição, e já temos até panetone nos supermercados.

Laura cresceu e evoluiu neste período, sobretudo de um ano para cá. Em 2015 – pasmem – ela já será uma atleta juvenil (sub 18)  e poderá lutar também nas classes júnior (sub 21) e sênior. E é nessa fase que as coisas realmente começam a se definir para os jovens. É nessa idade que se diferenciam aqueles que querem  se tornar atletas profissionais daqueles que veem o judô apenas como prática esportiva.

01/10/14

PARABÉNS MÃE DE ATLETA!


Pois é, um ano já se passou... Hoje o MÃE DE ATLETA está de aniversário e, num primeiro momento, parabenizo a Carol Szarko pela iniciativa, assim como, agradeço a companhia, o companheirismo e a amizade das demais blogueiras: Ana Andrezza, Ândrea Souza, Lisiane Martins e Carla Natorf. Por todo o bem-estar que vocês me proporcionam, quero deixar aqui o meu relato:

10/09/14

Jogos Escolares da Juventude: uma experiência inesquecível

Não há nada no mundo que deixe uma mãe mais realizada do que a felicidade de um filho.
Se essa felicidade vem da conquista de um objetivo então... o coração parece que nunca mais caberá dentro do peito. Não lembro de em alguma outra oportunidade ter chorado tanto de alegria quanto nos últimos dias. 

26/08/14

Hoje, para o diferente, é muito difícil ser normal

Da escuridão à luz, é necessário um esforço muito além do dito normal.
Ninguém pede para nascer diferente, mas isso acontece, faz parte da natureza humana.
Porém, o preço é muito alto para quem vive esta situação, pois a luta pela sobrevivência merece uma atenção redobrada quando o desejo é de que isto não impeça a vontade de vencer, de ser alguém na sociedade.

13/08/14

Mãe na Arquibancada

Sou mãe de atleta. Meu filho, de quinze anos, já é campeão estadual e sul-brasileiro de basquete, com apenas quinze anos de idade. Mas confesso: assisti a poucos dos jogos em que ele participou.

É duro ser mãe e estar na arquibancada, torcendo pelo filho, em quadra!

Mãe com o filho na quadra, no campo, na piscina, deve sentir a mesma coisa: um turbilhão de emoções sucessivas! Vamos da frustrada tentativa de mantermos a calma até a vontade de esmurrar o cara de dois metros, ao nosso lado…

03/08/14

Reflexão!

      Durante as últimas semanas estive pensando sobre o ambiente esportivo que vivo, em função do meu filho mais novo Matheus, que pratica e ama o judô. Este esporte, o judô,  além do futebol que já é bem antigo em nosso convívio, pois é praticado há bastante tempo pelo João, meu filho mais velho, tem nos ensinado muitas coisas positivas, muito além do ganho esportivo nos trás uma linda filosofia de vida, que nos é transmitida tanto pelos senseis quanto pelo o que buscamos saber sobre a história do judô e seu criador, o mestre Jigoro Kano.

29/07/14

Mães imperfeitas

Sou mãe e não sou perfeita. Todos que começaram a ler esse texto pensaram: Óbvio ! Ninguém é.
Pois digo a vocês: óbvio, coisa nenhuma !  Somos cobradas diariamente por seres humanos iguais a nós que sejamos perfeitas e o pior é que, inconscientemente, também nos cobramos. A responsabilidade de ser mãe é gigante, considero 80%, se não mais, do que nossos filhos se tornam na vida, responsabilidade nossa.
As escolhas.... São elas as responsáveis por tudo, e são muitas. Definimos tudo na vida dos nossos filhos, até que chega o momento em que, aos poucos, permitimos que eles mesmo sigam seus caminhos, façam eles suas opções. Mas até lá passam-se anos, os anos mais importantes em termos de desenvolvimento.

21/07/14

De quem é esse sonho?


Dia desses eu estava almoçando com dois colegas de trabalho. A sobremesa era uma das minhas preferidas: mousse de chocolate. Servi tudo o que cabia no potinho e comentei: “vou aproveitar e comer tudo o que eu posso já que, por estes dias, não entra doce na minha casa”.  Um deles, com quem não tenho muita intimidade, me questionou:  “Por que isso?”  Expliquei que se aproxima uma seletiva importante e que, por este motivo, Laura precisa controlar a alimentação pra não estourar o peso. Em seguida, o  que ouvi foi “Tu não estás levando isso a sério demais? Acho que tu te importas muito mais com judô do que ela própria.”  Respondi na hora, dizendo que quem escolheu o judô foi ela. Que quem optou por treinar todos os dias foi ela. Que ela é fominha e participa de todas as competições do Circuito Estadual porque quer. Ele rebateu: “E tu realmente acreditas que ela possa chegar a uma Olimpíada ou a um Campeonato Mundial? Milhares tentam e pouquíssimos conseguem.”