14/07/16

Mãe de Atleta e Atleta

Tudo começou há uns meses atrás, com a vontade e ideia de introduzir a prática do esporte para a minha filha Anna Isabelle Andrade, de 11 anos, por recomendação da psicopedagoga dela que me orientou a mostrá-la outras atividades. 
A princípio pensei no judô e fui buscar informações básicas de como era. Visitei a academia próxima da minha residência e o Sensei Jorge (dono) conversou tudo a respeito e me apresentou o Sensei Luiz da Academia Nova União que desenvolve um trabalho social no bairro de Cajazeira V. Minha filha participou de uma aula inaugural e percebi que não se entusiasmou. Fui incentivando-a  e acompanhando seus medos, frustrações e evoluções também, que a priore não eram muitas. O convívio de Anna Isabelle com outras crianças que não faziam parte do ciclo de amizades dela foi primordial para o amadurecimento e evolução dela como atleta e pessoa.
As semanas foram passando e fui observando quão grande e importante era o Projeto Social exercido ali pelo Sensei Luiz. Gostei tanto da metodologia e didática dele que pensei "eu posso fazer e ficar mais próxima de minha filha e das crianças a quem me afeiçoei."  Essa experiência e convivência que estou tendo é algo que nunca tive, que para mim e Anna é prazerosa e única. 
Com toda satisfação e dedicação sou Mãe de Atleta e Atleta, com os ensinamentos do Sensei Luiz tenho plena certeza que eu e minha filha iremos vencer os obstáculos que virão. 
Sou feliz por fazer parte do judô.






Ana Glaucia Andrade é mãe da Anna Isabelle, e ambas praticam judô no Projeto Social Judô Nova União Cajazeiras em Salvador, na Bahia. Ambas são alunas do sensei Luiz Santanna, que já contou a história do Projeto aqui no blog (para conferir, clique aqui).

16/06/16

A história de um atleta olímpico (parte 1)

Olá!
Meu nome é Lourdes e sou mãe do atleta Olímpico Felipe Kitadai. Quero compartilhar a alegria de tê-lo nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.  

Há 11 anos, meu filho saiu de casa, foi morar no Projeto Futuro em São Paulo, com o sonho de se tornar um Atleta Olímpico, tinha como meta as Olimpíadas da China. Quase chegou lá, assim como aconteceu com o jovem Eric Katabatake, ele estava melhor ranqueado, porém o judoca Denilson Lourenço, tinha mais experiência, Felipe ficou no Japão como sparring, foi uma experiência incrível, e um orgulho inenarrável pra essa mãe.

Fim dos treinos no Japão, em 2008, Felipe volta pra São Paulo. Não, ele não voltou pra nossa casa, foi direto pra "casa dele", no Projeto Futuro. Começava aí um novo ciclo Olímpico, criamos uma página no Facebook: "Felipe Kitadai rumo à Londres 2012", e começava também uma poupança especial pra irmos às Olimpíadas de Londres, tamanha era a certeza de que ele estaria lá. 

Meu filho não morava em casa, mas estava em SP, há menos de 30min de casa, e vinha de fim de semana, quando não havia competição, o que era raro, mas eu podia vê-lo treinar, levar uma comidinha especial, dar e receber carinho. 



Em 2010, mais uma vez, ele veio com a pergunta: "Mãe, o clube Sogipa de Porto Alegre quer me contratar, vou morar lá, o que você acha?", no mesmo momento me lembrei do dia que ele me perguntou: "Mãe, estou sendo chamado pra morar no Projeto Futuro, o Sensei Garcia, acha que eu tenho condições de ser um atleta Olímpico, o que você acha?"  Se eu seguisse meus impulsos de mãe, eu diria NÃO! de jeito nenhum! Porém não era minha vida que eu estava decidindo e vi que meu filhote precisava de mais altura para alçar voos mais altos, eu teria de abrir mão dele. 
Então fui convidada, junto com meu marido Eduardo, pra conhecermos o clube, seu técnico Kiko, seu diretor Alexandre Algeri, e todos aqueles envolvidos com atletas. Nesse dia, me emocionei muito, tive que segurar as lágrimas que insistiam em sair dos meus olhos, eu sabia que meu filho se fosse pra Porto Alegre nunca mais voltaria pra morar em SP. 
Sabemos que mãe tem um sexto sentido, vidência, premonição, chamem do que quiserem, ele não volta mais, criou raízes, fez amizades e foi acarinhado por tantos portoalegrenses, que se tornou um, ele hoje é nosso gauchinho. (...)







* Lourdes Kitadai é mãe do atleta da Sogipa e da Seleção Brasileira de Judô, Felipe Kitadai. E essa história não acaba por aqui! Aguarde, em breve aqui no blog, a continuação.

20/05/16

Uma mensagem para mães e pais de atletas

Um dos meus amigos perguntou " Porque você paga tanto dinheiro com aulas, campeonatos e passa tanto tempo a correr para teu filho praticar judô?"  Bem, eu tenho uma confissão a fazer: Eu não pago para meu filho ter aulas de judô, basquete, vôlei ou beisebol. E, sim, pago por centenas de fatos.

Então, se não pago para ele treinar, o que estou pagando?
- eu pago por aqueles momentos quando meu menino está tão cansado e ele sente que quer desistir, mas não desiste...
- Eu pago pela oportunidade que meu filho pode ter de fazer amizades duradouras.
- Eu pago a oportunidade de que ele possa ter incríveis instrutores, que irão lhe ensinar que esse esporte não é apenas sobre a circulação, mas sobre a vida.
- Eu pago, também, para minha criança poder aprender a ser mais disciplinada.
- Eu pago para meu menino aprender a cuidar do corpo dele.
- Eu pago para meu filho poder aprender a trabalhar com os outros e ser um orgulho, solidário, gentil e um respeitoso membro da EQUIPE.
- Eu pago para minha criança aprender a lidar com a decepção, quando ele não ganha ou não deruba o oponente que ele esperava derrubar , ou caiu durante um movimento, embora ele tenha praticado mil vezes, mas ainda assim se levanta e está determinada a fazer melhor da próxima vez...
- Eu pago para meu menino aprender a fazer e alcançar objetivos.
- Eu pago para meu filho poder aprender que demora horas e horas e horas e horas de trabalho árduo e prática, para criar um campeão, e que o sucesso não acontece da noite para o dia.
- Eu pago para que o meu filho possa estar no tatame, ao invés de ficar na frente de uma tela vendo jogos ou outras coisas fúteis ...

Eu poderia continuar mas, para ser breve, eu não pago para ele treinar, eu pago as oportunidades que o esporte proporciona para minha criança desenvolver atributos que servirão para o bem de toda a sua vida e lhe darão  a oportunidade de abençoar a vida de outros, respeitando todos os espaços. Pelo que tenho visto por muitos e muitos anos, acho que é um grande investimento. E isso, é o que posso deixar para meus filhos e para sociedade. Além disso, esse futuro adulto, aprende desde o início com o esporte, que roubar é feio. 



Esporte é tudo na vida.


(autor desconhecido)







Recebemos o texto acima da Sandra Calvetti.

A Sandra é comerciária, mora em Canoas (RS) e é mãe da Gabriela (Babi) de 12 anos e do João VIctor, de13, ambos judocas da Sogipa. 

08/05/16

FELIZ DIA DAS MÃES!!

No geral, as mães são seres iluminados e “dotados de super poderes” pois conciliam o trabalho, a casa, ajudam nos temas, dão bronca, vão a reuniões, dão carinho..... E aqui, falo em mãe no sentido amplo da palavra, ou seja, muitos pais se encaixam neste perfil, por necessidade ou opção, e desempenham com excelência o papel de MÃE.

Pois agora, depois que passei a conviver mais intensamente no meio esportivo competitivo, descobri que as mães ainda conseguem ser mais, fazer mais, ...

Porque além de todas as tarefas que já tinham, conseguem levar os filhos nos treinos e nas competições, pensar na sua alimentação que na maioria das vezes requer uma atenção diferenciada, sofrem o momento de dificuldade e, se superado, já estão ali com aquele sorriso, esperando para dar aquele abraço. E, nas derrotas, conseguem esconder a sua tristeza, pois tem que demonstrar segurança ao filho.

Conheci mães que deixam de comer para acompanhar seus filhos no controle do peso, mães que “apertam” o orçamento para satisfazer a vontade de seus filhos, que vivem loucuras em viagens só para estar ao lado dos filhos (e aqui posso citar como exemplos: andar cheia de malas, pegar ônibus e metrô em cidades desconhecidas, se aventurar no trânsito de uma cidade grande, correr muito e mesmo assim perder o voo de volta, ter a fatura do cartão de crédito cheia de compras parceladas em 10 vezes, pegar carona de estranhos por não ter outra opção para sair de um determinado lugar, ...).

Enfim... cada viagem... uma aventura... Algumas dessas histórias eu vivi, mas nunca sozinha, porque mãe agrega, divide.

E quando ocorrem as lesões: MEU DEUS! É médico, remédios, talas, muletas, atestado na escola, manhas e às vezes até cirurgia. E a mãe está ali. Incansável!

Por tudo isso e mais um pouco: Feliz Dia das Mães para todas nós! Que Deus nos dê saúde para continuar a nossa missão de mãe e discernimento para tomar decisões certas!



Um grande abraço a todas as mães, em especial à nós: Mães e pais-mães de atletas!

13/11/15

Socorro, minha bebê cresceu!

Em julho, a Laura venceu o CERGS - Campeonato Estudantil do Rio Grande do Sul, e garantiu a vaga na Seleção Gaúcha para disputar a etapa 15 a 17 anos dos Jogos Escolares da Juventude, em Londrina, na categoria até 57 quilos.

Por questões financeiras e compromissos de trabalho, pela primeira vez não pude acompanhá-la em uma competição importante e de nível nacional. 
Embora no ano passado, quando ela também representou o estado nos Jogos,  já tivesse viajado sozinha com a delegação, na hora da competição eu estava lá, para torcer, comemorar ou apoiar... o que fosse preciso.  Só que, desta vez, não foi possível.

A equipe embarcou na manhã de quarta e, até que chegassem ao destino 20 horas depois, foram incontáveis mensagens de whatsapp e horas de angústia.  
Na quinta-feira, quando saíram as chaves, meu "nervosismo à distância" aumentou ainda mais.  Dos 9 atletas que representaram o Brasil no Campeonato Mundial Sub 18 em Sarayevo e que participariam da competição, 2 eram da categoria da Laura. E, pra completar, estavam na mesma chave. A primeira luta era contra Sergipe e, se passasse, já na segunda ela enfrentaria uma das favoritas. 
Quem me conhece ou acompanha o blog, sabe: SEMPRE tenho dor de barriga em competições importantes. Dessa vez, não foi diferente. Ao meio-dia de quinta (quando vi as chaves) já comecei a ficar aflita e com problemas digestivos.
Embora estivesse uma pilha de nervos, tentei não demonstrar isso nas vezes em que falei com a Laura. Dei força, passei confiança. Ela estava absolutamente tranquila. Isso me deixou um pouco mais calma também.

Hoje, dia da competição, não consegui me concentrar em mais nada. Só pensava nela lá no ginásio, a mais de mil quilômetros de distância, talvez nervosa, talvez precisando de mim... e eu não estava lá. As lutas começariam a partir das 13:30 e a Nicole, colega da equipe, me avisaria por whatsapp o que estava acontecendo.
A primeira ela venceu bem, rápido e com boa vantagem. Mas a "pedreira" vinha em seguida: a menina da seleção brasileira. E Laura perdeu. Diferentemente da etapa 12 a 14 anos da competição, em que todos os perdedores dos semifinalistas repescam, na 15 a 17 só tem direito a repescagem os atletas que perdem a partir das quartas de final.  A atleta para quem ela perdeu foi campeã mas, como a derrota foi nas oitavas, Laura não lutou mais.

O técnico disse que ela "não acreditou o suficiente". A Nicole disse que ela estava bem na luta, mas que foi imobilizada. Eu fiquei arrasada, não pela derrota, porque isso faz parte da vida de qualquer atleta. Mas fiquei mal porque eu não estava lá para dar um abraço, para consolar. 
Imaginei uma Laura triste, decepcionada, chorando. Porém, contrariando meu pensamento, logo em seguida ela me ligou. Estava bem, ria e continuava tranquila... e me contou feliz que realmente estava melhor na luta, e com chance de vitória: "Eu senti que podia ganhar dela, mãe! Eu quase derrubei duas vezes, eu entrava muito mais..." Mas, em determinado momento, a adversária entrou forte, ela caiu de cabeça no tatame, ficou inconsciente por alguns segundos e sofreu a imobilização. 

O que me surpreendeu foi a maturidade dela. Estava bem, sabia apontar onde errou e, principalmente, sabe que precisa intensificar o treinamento se quiser um bom resultado na Seletiva Nacional, daqui a 2 semanas.

A medalha não veio, mas a experiência está sendo muito válida. Tenho certeza que ela está crescendo muito nessa viagem. E eu, aprendendo a lidar com a distância. Afinal, chega uma hora em que as mães não podem (e não devem!) estar sempre grudadas em suas crias. O amadurecimento é necessário e sadio para ambas as partes.


Seleção Gaúcha de Judô para os Jogos Escolares da Juventude 15 a 17 anos

Delegação do RS: esportes individuais

Laura, Larissa e Nicole felizes da vida por viajarem sozinhas

rumo a Londrina

no Centro de Eventos


PS: A competição ainda não terminou! No domingo teremos as disputas por equipes e provavelmente, minhas dores de barriga voltem a se manifestar.    😝

02/07/15

O perigo da supervalorização

Quem de nós não vibra e fica contente a cada conquista do seu filho? Quando as vitórias começam a se repetir, ainda que na intenção de estimular a "carreira esportiva" dos nossos pequenos atletas é que, muitas vezes, cometemos erros.
Os pais podem (e devem) valorizar o seu filho, visando aumentar a sua autoestima. Mas quando há exageros, ao invés de ajudar, acabamos por atrapalhar o desenvolvimento da criança ou adolescente.

É preciso esclarecer: supervalorização nada tem a ver com apoiar, guiar ou motivar. Supervalorizar é dizer ao filho que ele  faz as coisas maravilhosamente, ainda que não seja verdade. É dizer que ele é o melhor e que está acima dos demais, que pode vencer qualquer adversário, quando na verdade não é bem assim. Esse comportamento não fará com que o atleta seja mais confiante ou se esforce mais, pelo contrário: o atleta que é supervalorizado tende a se acomodar. A tendência do pensamento é: "como tudo o que faço é perfeito, não preciso me esforçar".  A criança pode pensar também que é um ser superior, que irá vencer sempre e que não há necessidade de preocupar-se com adversários, uma vez que é capaz de vencer a todos.

Supervalorização não é o caminho para o aumento da autoestima. Ainda que aparentemente seja assim, o que aumenta é o ego e o narcisismo. A criança (ou adolescente)  precisa de tranquilidade emocional dos pais e precisa saber encarar a  realidade:  ela pode não ser a melhor, mas o esforço é sempre o melhor caminho.

Relacionando ao esporte, há ainda outro enfoque. Às vezes, o pequeno pode até ter um desempenho extraordinário nos primeiros anos de competição. Vence sempre (ou quase sempre) e acaba por realmente acreditar que é um atleta excepcional e que um destino de glórias o aguarda num futuro próximo. Porém, raramente é assim. 
Ao chegar nas classes mais disputadas (ou então nas adultas), o atleta acaba por tomar um choque de realidade. Descobre que outros tantos tem as mesmas (ou mais) habilidades que ele. Já não vence mais tanto quanto antes e, por não ter preparo emocional, por não estar acostumado com a derrota, acaba desistindo precocemente do esporte.

De acordo com os pesquisadores Brad Bushman e Eddie Brummelman, da Universidade de Amsterdam, oferecer apoio e carinho às crianças é uma estratégia melhor que a de inflar o ego delas. "Os pais não são os únicos culpados por algumas crianças acreditarem ter o rei na barriga. Algumas crianças tem mais propensão a se tornarem narcisistas do que outras, em função de traços genéticos ou de sua própria personalidade. Quando seus pais as supervalorizam, eles apenas contribuem com essa pré-disposição", afirma  Bushman.



Dentre as consequências da supervalorização, é importante lembrar: crianças que se sentem superiores não saberão respeitar as normas e nem os limites. Elas não respeitarão as outras pessoas e terão problemas de relacionamento, já que a humildade não faz parte de sua personalidade. Além disso, podem ter uma visão distorcida da realidade, julgando-se o centro do universo.
Nós, pais, devemos reconhecer os talentos de nossos filhos. Devemos elogiá-los, demonstrando o quanto ficamos felizes com as suas conquistas. Porém, jamais devemos afirmar que eles são superiores, que vencerão sempre ou que tem direito a privilégios.

24/05/15

O ESPORTE COMO ALIADO


A minha vida não foi diferente da maioria das outras mães. Vivemos uma gestação por nove meses, criamos expectativas e fazemos planos para aquela criança que nos chamará de mãe. Após aquele período de licença maternidade somos obrigadas a deixá-los sob os cuidados de alguém e voltar ao trabalho. As despesas aumentam muito com um filho e aí trabalhamos cada vez mais para supri-las e com isso a convivência com nossos filhos vai se tornando cada vez menor, mas o importante é que ela tenha qualidade.

20/05/15

Felipe Ho Foganholo : O Menino Prodígio da Escalada

Com apenas 16 anos, meu filho, Felipe Ho Foganholo, já acumula 10 anos de escalada. 
O gosto pelo esporte teve início na escola. 
Um belo dia, fomos a uma academia perto de casa e lá descobriram o seu talento. Ganhou a bolsa escalada e, assim, nasceu o nosso pequeno Tri-Campeão Brasileiro de Escalada. 

13/05/15

Um Dia das Mães diferente

Você, mãe ou pai de atleta, já pensou em enfrentar seu próprio filho em uma disputa? E mais, numa competição oficial do esporte que ele pratica? Pois eu sim.

Que eu, de vez em quando, me arrisco em treinos no tatame, já contei pra vocês aqui (quem não viu ou não lembra, é só clicar). Porém nunca havia participado de uma competição.

10/05/15

Uma pequena homenagem no Dia das Mães

Dizer que a minha mãe, a Dona Vera, foi importante na minha vida é muito pouco para mensurar o valor dela para mim e a para minha família. No judô, então, nem se fala.

23/04/15

O judô como ferramenta educacional

O judô faz parte de minha vida há 40 anos, e durante esse tempo fui testemunha dos benefícios deste esporte aos seus praticantes.
Foi com grande satisfação que recebi a notícia de que iria coordenar o programa “Mais Educação” e que uma das atividades propostas seria o judô. Já nas primeiras aulas, percebi que alguns dos alunos gostavam muito de judô e queriam praticá-lo como esporte.

16/04/15

Difíceis decisões, Grandes desafios

Então o ano de 2014 não foi nada daquilo que imaginávamos no término de 2013.
Só agora, depois de 4 meses que se iniciou o ano, que paro para pensar como tem sido complicado os últimos 5 anos das nossas vidas no Judô.
Há 5 anos atrás, era só pra praticar um esporte, pra  não ficar com tempo ocioso, não sair para rua, ter amizades decentes, nada de competir, Pelo menos era o que eu imaginava.

16/01/15

Sobre derrotas, desculpas e lesões

Quem não gosta de comemorar a vitória de um filho no esporte? Por mais que tenhamos a consciência de que o essencial não é o resultado, sempre ficamos felizes e fazemos questão de tornar pública a conquista. É muito comum, em finais de semana de competição, que minha linha do tempo no Facebook seja tomada por fotos de pódios, em sua maioria, publicada pela mãe ou pai de algum judoca. Eu própria faço isso.

06/01/15

Quanto custa manter o filho no esporte


          Hoje resolvi escrever sobre um tema pouco desenvolvido aqui no blog, imagino que nenhuma mãe tenha tocado nesse ponto ainda porque fica parecendo cobrança ou até arrependimento, mas não é nada disso. O meu tema hoje é o quanto custa manter o filho, ou no meu caso os filhos, no esporte. Seja lá qual for o esporte, é necessário o investimento dos pais, isso é certo. Não existe dúvida de que vale a pena tal investimento, esporte é acima de qualquer coisa, saúde. Junto com a saúde vem: as boas companhias, cabeça ( dos filhos ) ocupada, disciplina, persistência, aprendizado que ás vezes se ganha, ás vezes se perde, experiência de vida, sem falar nas amizades que provavelmente serão pra vida toda e um monte de outras coisas. 

21/12/14

Despedindo de 2014, pensando em 2015

É, o ano de 2014 está mesmo acabando.....E como uma boa mãe de atleta que sou, a partir do momento que vi o calendário da CBJ (Confederação Brasileira de Judô) e nele estavam as datas e locais do Brasileiro Regional V e do Brasileiro Sub13, minha cabeça já se encheu de planos para 2015. Nesse momento, muita mães (incluindo eu), já comemoraram o local destas competições nacionais, como se nossos filhos já estivem classificados nas seletivas que ainda nem sabemos a data. É, isso é ser mãe 100 % envolvida. Sabemos da necessidade de descansar, tanto nós quanto nossos filhos: da rotina dos treinos, da viagens para competições, etc. Mas  tudo isso se faz com amor e do amor não se tira férias.

15/12/14

Seletiva Nacional: uma grande experiência

Há alguns dias, estivemos na Bahia para a Seletiva Nacional de Base da Confederação Brasileira de Judô. Apesar de a Laura não ter conseguido a classificação, a experiência foi inesquecível e, com certeza, contribuirá muito para o crescimento e desenvolvimento dela nas próximas etapas da vida (tanto pessoal quanto esportiva).

07/11/14

Projeto Social Judô Nova União Cajazeiras

O esporte tem sido um meio de manter as crianças longe das ruas, das drogas e da criminalidade. O esporte é saúde, faz viver bem e viver mais, além de tornar as pessoas mais produtivas e bem dispostas, previne doenças do corpo e da mente.

01/11/14

A importância do acompanhamento nutricional

Em esportes divididos em categorias de peso, como o judô, é frequente a pressão sofrida por alguns atletas nas vésperas de competições. 
O que vemos é uma cruel sequência de práticas errôneas: restrição alimentar, perda de líquidos corporais com realização de exercícios em um ambiente quente ou vestindo uma quantidade excessiva de roupas, utilização de sacos plásticos amarrados ao corpo (para suar), e até uso de laxativos ou diuréticos.

31/10/14

O judô escolheu a Maria Eduarda

Tudo aconteceu muito rápido, por incentivo do pai, a Maria Eduarda quis conhecer o "tal" do judô. Eu meio receosa não sabia ao certo se aquele esporte era o ideal para ela, mas como ela mostrou muito interesse, concordei.

Fomos assistir a um treino para conhecer, chegando na entrada do dojo ( agora sei o nome) fiquei em pânico, apavorada,  era um mar de gente, treinando, assistindo, e eu perdida sem saber o que fazer, chamei o professor para ter mais informações, e veio o Sensei Daniel, disse que a minha filha tinha interesse em fazer judô, Daniel muito gentil apertou seu bracinho e disse : "é bem fortinha, leva jeito!".Pronto foi o empurrão que ela precisava.

16/10/14

TORCER PELO ESPORTE TORCER PELO BRASIL


Hoje quero dividir com vocês mais uma experiência que tive na condição de Mãe de Atleta.

Como vocês já sabem, sou integrante deste blog, criado pela Carol Szarko, há um ano atrás.

O blog reúne histórias relacionadas ao esporte, dos mais variados temas e é escrito pelas mães integrantes e por qualquer outra pessoa que tenha interesse (neste caso, na condição de convidado).

Pois bem, no início de julho entrou em contato com a Carol a pessoa responsável pelo Portal Torcer pelo Esporte Torcer pelo Brasil, interessado em fazer uma matéria sobre o nosso blog, mas para dar a entrevista, a pessoa teria que estar em São Paulo.